“E a barriga? Tá super inchada…”
Essa é uma das queixas mais comuns que ouço no consultório. Muitos pacientes chegam relatando um inchaço persistente, especialmente ao final do dia, que acontece mesmo quando não houve um exagero óbvio na alimentação.
A primeira reação da maioria das pessoas é pensar: “são só gases”. No entanto, é fundamental entender que, na gastroenterologia, raramente um sintoma é “só” alguma coisa.
Como costumo dizer aos meus pacientes: o sintoma não é o inimigo, é o mensageiro.
O Perigo de “se Acostumar” com o Desconforto
O maior problema que vejo não é o inchaço em si, mas o fato de que “muitas pessoas acabam se acostumando com esse desconforto”.
Viver com a barriga estufada, sentir dor ou ter gases em excesso não é normal. Quando você ignora esses sinais e os normaliza, está silenciando o mensageiro que seu corpo envia para avisar que algo não vai bem. Por trás desse “simples” inchaço, podem estar diversas condições que precisam de atenção.
As 3 Mensagens Mais Comuns por Trás do Inchaço
Quando seu corpo envia a mensagem do inchaço, ele pode estar sinalizando várias questões. No vídeo, cito três das mais frequentes:
- Intolerância Alimentar: Seu corpo pode estar com dificuldade para digerir certos componentes, como a lactose, o glúten, a frutose, entre outros. A reação a esses alimentos gera fermentação excessiva e, consequentemente, gases e inchaço.
- Má Digestão: O processo digestivo pode não estar funcionando de maneira otimizada. Isso pode envolver desde pouca produção de ácido no estômago até uma deficiência de enzimas digestivas, fazendo com que o alimento não seja “quebrado” corretamente.
- Desequilíbrio no Intestino (Disbiose): Nossa flora intestinal é um ecossistema complexo. Quando há um desequilíbrio—seja pelo crescimento excessivo de bactérias (como na SIBO) ou pela falta de bactérias “boas”—um dos principais sintomas é a produção excessiva de gases e a distensão abdominal.
O Primeiro Passo: Ouvir o Seu Corpo
O caminho para a solução começa com a atitude que destaco no vídeo: prestar atenção ao corpo.
Em vez de apenas remediar o sintoma (com um remédio para gases, por exemplo), o cuidado humanizado e eficaz foca em investigar a causa.
Na sua consulta, vamos mapear sua rotina, entender seus hábitos e, se necessário, realizar exames para traduzir o que esse “mensageiro” está tentando dizer. Só assim conseguimos encontrar uma solução definitiva e devolver ao seu corpo o bem-estar que ele merece.
Vamos começar essa jornada de cuidado?

