Saiba por que usar esses medicamentos por conta própria pode ser perigoso e como cuidar do seu estômago com segurança.
Omeprazol, pantoprazol, lansoprazol… os medicamentos conhecidos como “prazóis” estão entre os mais populares e consumidos no Brasil. E não é para menos: eles são eficazes em inibir a produção de ácido no estômago, trazendo um alívio rápido para sintomas como azia e queimação. O problema é que, justamente por essa facilidade, muita gente os utiliza por conta própria, sem a devida orientação médica.
O que parece uma solução inofensiva pode, na verdade, estar mascarando problemas mais sérios e até mesmo prejudicando sua saúde a longo prazo. Os “prazóis” ajudam, mas definitivamente não são uma solução mágica.
Erro 1: Usar como “Solução Rápida” sem Investigar a Causa
Este é um dos erros mais perigosos. Sentir uma queimação após uma refeição e recorrer imediatamente a um “prazol” como se fosse um analgésico é uma prática arriscada. Ao fazer isso, você está apenas silenciando um sintoma, que é um alerta importante do seu corpo.
A azia ou a dor de estômago podem ser sinais de diversas condições, desde um refluxo gastroesofágico até gastrites, úlceras ou, em casos mais graves, outras doenças. Usar o medicamento sem investigar a origem do problema pode atrasar um diagnóstico correto e, consequentemente, o tratamento adequado.
Erro 2: Tomar por Tempo Prolongado sem Orientação
Outro erro grave é o uso contínuo e prolongado desses medicamentos sem prescrição e acompanhamento. Embora sejam seguros quando bem indicados, o uso crônico pode trazer consequências para a saúde, como:
- Má absorção de nutrientes: A redução da acidez gástrica pode interferir na absorção de nutrientes importantes, como a vitamina B12, o cálcio e o magnésio.
- Alterações na microbiota intestinal: O ambiente do estômago é naturalmente ácido para proteger o corpo de microrganismos. O uso contínuo de “prazóis” pode alterar esse equilíbrio, aumentando o risco de infecções intestinais.
- Aumento do risco de fraturas: A má absorção de cálcio, associada ao uso prolongado, pode estar ligada a um maior risco de fraturas ósseas, especialmente em idosos.
O Caminho Certo: Tratar a Causa, Não Apenas o Sintoma
O que o seu corpo precisa não é apenas de um alívio momentâneo, mas de um diagnóstico claro. O ideal é entender o que está provocando o seu desconforto para, então, tratar a causa de forma eficaz e segura.
Não se automedique. Se o desconforto gástrico é frequente, o primeiro passo é buscar a orientação de um especialista. Somente um médico gastroenterologista poderá avaliar a necessidade, a dose e, principalmente, a duração correta do tratamento para o seu caso específico.
Com o acompanhamento certo, é possível cuidar do seu estômago com segurança, aliviando os sintomas de forma duradoura e garantindo sua qualidade de vida.
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Dra. Candice Felizola Gastroenterologista
CRM-SE 3988 | RQE 2534
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